quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Anticura / Villa La Angostura - Dia 08

O dia amanheceu bem claro, conforme combinado com Mauricio e a Tâmara, fui tomar café com eles lá na área de camping. Eles tinham comprado no dia anterior pão e queijo caseiro em uma casa próxima ao El Caulle.
Após arrumarmos as coisas e fazer o check-out, partimos os três para Villa La Angostura, sendo que teríamos que passar pela aduana chilena, depois cruzar o Paso Cardenal Samoré (Cordilheira dos Andes) e por último a aduana argentina.
Logo nos primeiros quilômetros avistamos o Salto Los Noivos, paramos para fotografias. Durante quase todo o percurso pela estrada, tínhamos a companhia das moscas gigantes (tabano), as quais só vivem aproximadamente 15 dias. Por isso elas devem aproveitar este tempo para atazanar que passa perto dos locais onde elas vivem.
As moscas atazanavam tanto que o Mauricio pedalava com uma mão e na outra tinha um saco estaque pequeno, o qual era usado para espantar/matar as moscas.
O percurso era pela estrada de asfalto e ela apresentava várias subidas e descidas, em uma das descidas antes da Aduana Chilena aconteceu um acidente. A alça da minha máquina fotográfica Finepix arrebentou e ela rolou pela estrada. Tive sorte de a estrada ter pouco movimento e não ter nenhum veículo passando naquele momento. Parei no meio da descida, peguei a máquina e fui verificar os estragos. Os estragos visualmente foram apenas alguns arranhões e a tampa do compartimento dos cartões de memória estava aberto e travado, não fechava. Eu e o Mauricio forçamos um pouco e conseguimos fechar. Verifiquei que a maquina e ela estava funcionando normalmente aparentemente. Aproveitei e falei com meus companheiros que esta maquina era minha companheira de aventuras e já tinha sofrido outro acidente (queda na água de uma cachoeira em 2004 no Caraça) e continuou a funcionar perfeitamente. O Mauricio falou que ela deve ter 7 vidas, como os gatos; e eu já gastei duas. Após amarrar a alça da maquina, voltamos a pedalar em direção a fronteira. Um pouco depois a maquina começou a apresentar um problema no fotômetro, ele não conseguia estabilizar o foco.  Deste momento em diante, passei a fotografar com o celular (Nokia E66) e de vez enquanto conseguia algumas fotos com a Finepix.
Passamos pela aduana chilena, onde seguimos os procedimentos burocráticos, sem nenhum problema. E depois passamos pelo Paso Cardenal Samoré, o qual esta dentro e divide dois parques o chileno Parque Nacional Puyehue e o argentino Parque Nacional Nahuel Huapi. Seguimos para a aduana argentina, chegando à aduana fomos muito bem tratados pelos oficiais. Quando os oficiais souberam a minha nacionalidade (brasileira), um dos oficiais começou a brincar com o outro oficial ao seu lado, que era jovem. Ele falou que este oficial mais jovem tinha sido paquito da Xuxa. Ele bateu um papo sobre a nossa viagem e os demais oficiais prestavam atenção na conversa e depois quando fomos fazer os demais procedimentos, observei que os demais oficiais que passavam/atendiam por nos apresentavam um sorriso simpático e amigável. Após todos os tramites legais, continuamos pedalando para Villa La Angostura. Na estrada logo após a aduana argentina, vimos que ali existe um camping, alguns restaurantes e algumas praias na beira dos Lagos: Nahuel Huapi, Espejo e Correntoso.
Logo após cruzarmos a ponte sobre o rio que liga o Lago Correntoso ao Lago Nahuel Huapi, chegamos a Villa La Angostura por volta das 19hs. Eu estava com reserva no Hostel Cero Baja http://www.bajocerohostel.com/ e o Mauricio e a Tâmara foram para o camping um pouco mais a frente. Sendo assim combinamos de depois de acomodarmos nos encontrarmos para jantar e conhecer um pouco o centro de Villa La Angostura. Após o jantar fomos dar uma volta pelo centro e vimos que a maioria das lojas ficam abertas até as 22hs. Falei com eles que companhia deles foi muito boa, pois eles me passaram algumas informações de locais para uma próxima cicloviagem pela Região dos Lagos (chilenos e argentinos). Após a volta pelo centro, retornamos para os nossos alojamentos e nos despedimos, pois eu iria ficar ali no dia seguinte e eles iriam pedalando para Bariloche.

Vejam as fotos :
Anticura / Villa La Angostura - Dia 08

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aguas Calientes / Anticura - Dia 07

O dia amanheceu claro, mas frio. Após tomar café arrumei as coisas na bike e segui em direção a fronteira do Chile com a Argentina. Segundo informações do guarda-parque, eu teria que dormir na sede de Anticura do Parque Nacional Puyehue, que ficava a uns 25 km, pois no trecho (aprox. 20 km) entre as Aduanas: Chilena e Argentina, não tem nenhum local para hospedar e é proibido acampar. Este trecho seria a travessia das Cordilheiras pelo Paso Cardenal Samoré, o qual esta a 1321m de altitude.
No caminho para Anticura, a estrada continua beirando o Lago Puyehue, em diversos trechos é possível ver o Vulcão Puyehue além de cruzar diversos rios que são formados pelo desgelo que ocorrem nas montanhas.
Já estava com fome quando passei por uma placa indicando que a 500m por uma estrada de rípio, teria um restaurante - El Caulle (http://www.elcaulle.com/).
Pensei em ir direto para Anticura, mas a fome era grande e como a informação do guarda-parque era de poucas opções no caminho, resolvi almoçar logo. Tinha um prato de Salmão (Salmón al Cancato, tomate e queijo, amarrado com uma tira de bacon fina) e para acompanhar batatas fritas. Este passou a ser o melhor prato da viagem até aqui.
Terminado o almoço, chegou um grupo de mochileiros no restaurante que é a base para subir para o Vulcão Puyehue. Bati um papo rápido com eles e continuei a pedalar para Anticura. Cheguei em aprox. 40 minutos na entrada do parque e fui até o guarda-parque. Ele confirmou que ali seria a ultima opção de alojamento no Chile, a próxima somente depois da aduana da Argentina.
Esta parte do parque é administrada pela comunidade Indígena Ñielay Mapu e as instalações são mais simples, mas eles têm um excelente camping; cabanas; e um albergue (http://etnoturismoanticura.blogspot.com/).
Inicialmente pedi para ficar no albergue, mas quando fui ver achei ele "meio abandonado" e preferir trocar por uma cabana. Quando eu estava indo para a administração fazer a troca, vi dois cicloturista chegando. Após ocupar a cabana vi que ela tinha sala c/cozinha americana com lareira a lenha e calefação a gás, quarto com calefação a gás, banheiro com banheira.
Acendi a lenha da lareira da sala, aproveitei para tomar um banho quente e relaxante na banheira. Após o banho ainda estava claro e fui caminhar pelo parque. Visitei uma cachoeira camada Salto do Índio, a qual tem este nome em função de uma lenda local: Diz a lenda que alguns Índios Mapuche se esconderam por trás da cortina de água da cachoeira quando os conquistadores espanhóis começaram o abate dos aborígines em Puyehue. Estes Mapuche só saiam à noite para procurar comida e durante o dia permaneciam escondidos naquele lugar, que lhes permitiu escapar e ganhar a sua liberdade. Um fato curioso desta lenda é que há algum tempo um casal de turistas estrangeiros interessados na lenda, eles entraram nas águas do salto em um Kayak, onde se observou que por trás do salto havia uma pequena caverna. Depois do salto fui em direção ao camping para ver as instalações, as quais são muito boas (banheiros com água quente, mesas individuais em cada área individualizada). Neste momento avistei novamente os cicloturistas, fui até eles eram um casal chileno (Mauricio e sua esposa Tâmara). Apresentei-me e ficamos conversando, quando eles falaram que iriam para Bariloche no dia seguinte e eu disse que iria ficar em Villa Angostura (80 km antes de Bariloche e 65 km de Anticura), devido à altimetria (1320m) que teria para cruzar a fronteira. Com estas informações eles resolveram ir para Villa Angostura e me convidaram para pedalarmos juntos até lá e tomar café no dia seguinte, já que a hospedagem não tinha direito ao café da manhã. Acertamos os horários para o dia seguinte e eu voltei para a cabana, onde organizei os alforjes para o dia seguinte e depois fui dormir.


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Aguas Calientes / Anticura - Dia 07

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Entre Lagos / Aguas Calientes - Dia 06

Este seria um dia de descanso, mas amanheceu chovendo.Como a hospedagem que passei a noite nao tinha muitos atrativos, esperei a chuva diminuir e fui para o centro de informaçoes turisticas. Com as informaçoes de la decidi ir em direçao a fronteira Chile/Argentina, pois a maioria das atraçoes eram naquela direçao. A chuva fina ia e vinha era aprox.11hs quando deu uma estiada e resolvi partir. No centro de informaçoes turisticas fui informado que a uns 5/10Km teria hospedagens com internet. Fui ver as pousadas. A estrada(Route 215) beira o Lago Puyehue.
Como a chuva passou e eu tinha pedalado apenas uns 20 minutos ate a primeira pousada, resolvi ir mais adiante. Logo em seguida tinha uma placa da segunda pousada nao era bem na beira da estrada, teria que entrar por uma estrada de ripio. Analisei o mapa mais o GPS e vi que tinha duas hospedagens com internet mais a frente. Estas duas hospedagens eu tinha peo informaçoes durante o planejamento e sabia que tinham uma estrutura maior e logico preço mais alto.
Resolvi abrir a mao e ver o que ofereciriam, primeiro cheguei no Hotel Termas Puyehue. Este era muito luxuoso e caro, o recepecionista falou que o Aguas Calientes (o segundo) era um pouco mais barato e ficava uns 4km estrada a dentro. Logico que a estrada era uma subida.
Subi bem devagar pois ja era aprox.13hs e nao tinha almoçado e os biscoitos(comprados em Puerto Montt) nao estavam dando força. Cheguei no hotel eram 14hs e as cabanas so poderiam ser ocupadas apos as 16hs. Sendo assim fui almoçar e como tinha apenas wi-fi na recepçao fiquei por ali ate as 16hs, quando fui para a cabana. Apos tomar um banho e arrumar as coisas, resolvi dar uma volta. Fui a lojinha de lembranças mas ja ia fechar (19hs) e nao tinha nada diferente, comprei apenas uma camisa de malha para dormir e depois fui dar uma volta pelo parque. Conheci as piscinas aquecidas (coberta e natural), o rio xxxx que tem agumas piscinas quentes naturais. Apos este passeio, eram 21hs aprox. e estava escurecendo, fui jantar. Indo do restaurante para a cabana, vi que o ceu estava bastante estrelado e aproveitei para fazer algumas fotografias e em seguida fui dormir.

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Entre Lagos / Aguas Calientes - Dia 06

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ensenada / Entre Lagos - Dia 05

Este dia amanheceu chovendo, com vento forte. Por volta das 9hs tomamos café (eu, Eduardo e Bruna). E logo em seguida começei a por os alforjes na bike, pois a previsao era de que a chuva duraria 2 horas e o tempo em seguida iria abrir.
Por volta das 11hs, começei a pedalar com destino a Entre Lagos. Como a pousada Casa Ko ficava a uns 15km do centro de visitante do Parque Nacional Vicente Perez Rosales  e o proximo povoado(Las Cascadas) ficava a uns 20km do centro de visitante, conforme sugestao do guarda-parque, resolvi almoçar em ensenada mesmo. Desta forma retornei um pouca na estrada, pois tinha passado por um restaurante que parecia legal.
Neste retaurante tinha na frente um churrasqueiro assando carnes. Chegando no restaurante fui muito bem recebido e o atendente mandou eu por a bike no salao de espera. O serviço era um buffet livre com direto a um tipo de carne (cordeiro, porco, vaca, frango, pescadoe , além de poder pedir um misto das três primeiras), escolhi os 3 com batatas coradas. O buffet apresentava principalmente diversos pratos com frutos do mar e saladas. Provei uns pratos de fruto do mar ( tipo de caranguejo e salmao). Depois tinha ainda no buffet direito de sobremesa (frutas, tortas e doces), escolhi uma torta parecida com a de Puerto Varas, mas nao era tao saborosa quanto a de lá.
Agora com a barriga cheia, parti para Las Cascadas, por uma estrada de barro, que estava com obras de manutençao/conteçao de encostas e vários pontos. Sendo que nos postos com obras o esquema era pare/siga. Esta estava sendo a primeira experiência com o ripio, o qual estava achando muito parecido com as nossas estradas de barros.
Esta estrada ficava entre o Lago Llanquiheu e o Vulcao Osorno.
Chegando em Las Cascadas, terminou a estrada de barro,parei em um mercado para reabastecer e vi que poderia ir para Puerto Octay pois era mais próximo que Entre Lagos. Mas quando cheguei no entroncamento que teria de decidir, se iria para P.Octay (19km) ou Entre Lagos (38km).
Imaginei para fazer o percuso para Entre Lagos com sol, poderia demorar aprox.2/3hs. Acreditei em fazer no máximo com 1 hora no escuro e partir para Entre Lagos, pois tinha tomado coca-coal que parecia red bull, estava neste momento com gás e disposiçao.
Neste momento conheci a verdadeira e temida estrada de ripio que tinha ouvido falar. Sao estradas de cascalhos soltos parecidos com pedras de rios (sao arredondas a maioria). Achava que estava com um bom rendimento, quando percebi que tinha um ciclista local se aproximando muito rápido. Ele passou por mim como uma flexa, quando reparei que os pneus dele estavam com pouca pressao. Neste momento parei e baixei a pressao dos meu pneus e o meu rendimento aumetou, senti mais segurança e o pula-pula diminuiu.
Quando estava parado em uma ponte para fotografar um rio, uma Land com duas senhoras chilenas, parou e perguntaram se eu estava com algum problema, falei que nao. Informei que estava indo para Entre Lagos, elas falaram que elas estavam em um balneário a uns 10km a frente e a estrada era muito dificil. Nest momento elas perguntaram se eu nao queria uma carona por este trecho. Aceitei e coloquei a bicicleta no carro e partimos. Durante o caminho elas falaram que aquela estrada contava diversas fazendas de gado/agricultura/eucalipto e que sao administradas por neozelandezes e descendentes de alemaes, sendo que em algumas exitem até colonias que algumas pessoas nunca vao as cidades.
Chegando no balnerário que elas estavam hospedadas, tirei a bicicleta do carro e montei novamente e segui para Entre Lagos.
Derepente percebi que o sol estava se pondoe teria aproximadamente 30 minutos de sol, mas faltava bem pouco para que eu chegasse a Entre Lagos.
Chegando, avistei um carro de Carribenhos Chilenos e pedi informaçao para obter informaçoes sobre locais para pernoitar. Eles falaram para que eu os seguissem até um pouco mais a frente, pois teria várias opçoes de hospedagem. Nos deslocamos a aprox.20km/h, sendo eles de carro e eu pedalando atrás. Quando chegamos em um cruzamento e eles informaram que ali tinha várias opçoes. Como queria descansar logo, nao pensei duas vezes, fui na primeira que eu avistei.
Tinha um senhor que chamou a dona da hospedagem para verificar se tinha disponibilidade. Ela veio e disse que eu poderia ficar. Como em frente tinha um restaurante fiquei por ali mesmo, mas quando entrei vi que tinha outros hospedes jantando e perguntei se seria possível eu jantar ali mesmo. Ela informou que sim.
Neste momento fui tomar banho e depois fui jantar. Foi aí que eu tive a pior experiencia com a comida até agora. A comida era uma carne assada dura, com batatas cozidas e suco em pó. Até o macarrao do pé sujo de Santiago estava mais saboroso.
Organizei um pouco as coisas para o dia seguinte e fui dormir, pois nao tinha acesso a internet.

Vejam as fotos:
Ensenada / Entre Lagos - Dia 05